segunda-feira, 31 de maio de 2010

Que tal Comemoração?


Que inventar senão uma comemoração
pra passar o tempo
pra enganar a dor
pra formar opinião.

Que inventar senão uma comemoração
sendo cruel ou não
comemorar o furacão
ou um dia de gratidão.

Não se tem o que ver
Não preencho todos os meus dias,
fica sempre um vazio,
sempre falta um e uma falta vive.
Pedaços de lua à mostra na cortina e...

Que inventar senão uma comemoração
nesses dias quentes,chuva de verão,
Há pouco o que fazer depois de pintar
as unhas dos pés.

Hoje não é o seu aniversário
Mas eu beijarei você,
então vamos fingir que é.
Pelo sim e pelo não,
Que tal comemoração?

A Culpa é do Hormônio




É óbvio,amor,que o tempo parou
Na camada azul da terra nem sequer choveu
Nem sequer nevou.
Balões voando no céu,
programas de Tv agindo como babás
dos nossos filhos.

Quem disse que homem não chora,amor?
Quem falou que mulher não sorri?
A fraqueza está no hormônio,
E somente no hormônio.
A culpa é do hormônio.

O tempo seca a lágrima,amor
Até aquela que nunca parou de rolar.
Quem disse que homem não chora?
Quem falou que mulher não sorri?

Passo pela porta e te piso,
És o meu tapete persa.
Somos todos sorvetes,
manteigas derretidas.

Quem disse que homem não chora?
Quem falou que mulher não sorri?
Tudo depende do hormônio,
A culpa é do hormônio
e da dose do amor.

Ano 2008



O que por na cabeça,amor?
Como passar o tempo?
Como distrair-se nessa sociedade de computador?
Cérebros cobernéticos onde não há dor.
O que é que falta nesse mundo
que a internet não tenta repor?
Até o contato físico é opcional,amor.

Quanto falta pro meu tempo acabar?
Conectada com o www,nada importa.
Estou sóbria surfando na onda da net
Nadando até você,te enviando um "shimack"
virtual.

Hoje tudo é virtual,baby.
Hoje tudo é virtual,baby.
Até o amor é virtual.


*shimack=beijo

Saindo à Força da Adolescência


É um choque muito grande,
sentindo-se unipotente
descobrir que não é verdade.
É um custo ver-se dentro de um grupo
e descobrir que não fazem o seu estilo.
Dá medo quando sendo um jovem aniversariante,
nos vemos um ano inteiro mais velhos.

Socorro!Estão roubando o meu passe-livre
Para diversão irresponsável e espontânea!
Tanta coisa assusta nessa incrivel mocidade...
Alguém esqueceu-se de nos dizer que ser jovem
não é eterno,mas apenas uma fase,
uma metade do que seremos quando
finalmente estivermos inteiros.

21 Peças Avariadas


Não desistimos de lutar,
mas trazemos nos pulsos as marcas
de um breve intervalo na batalha.
Vocês que estão de fora,resistem
ao dar de cara com esse espetáculo.
Vocês têm medo à noite,no escuro,
Vocês temem os ladrões no telhado...
Ah se fosse apenas isso!
Mas os "demônios" exteriores são o de menos,
Os "demônios" de dentro são piores de se enfrentar:
Os nossos medos.

Às vezes parece que o prédio inteiro vai ruir
Ouço gritos de aviso:é o fim dos tempos.Pff!
Está aí o momento em que a vida se funde à morte.
Somente uma vida traçada pela unha suja de uma fiadeira.
É enorme o tamanho do meu trauma,
e só às vezes dou-me conta disso.

Mas ser independente nunca foi ficar sozinho.
Luto agora com os meus temores,
tenho as armas de que preciso;
não vou perder-me no meio da multidão.
A curva da vida é traiçoeira,
em breve baterão o sino,
e o ressoar penetra e dilacera minha lucidez
e mais uma vez,iludida,eu sinto a paz.

Movimentar


É preciso movimentar-se.
Na rua,na luta,na labuta,
tentar e movimentar.
Viver e compreender a vida,
aprender o jeito certo de fazer as coisas,
aprender a caminhar com os próprios pés.

É preciso movimentar-se,
dar um jeitinho,
consertar as peças partidas,
remendar,organizar.
É preciso mudar,receber ajuda,
reconhecer quem veio pra somar.
Ouvir,acertar,consertar,
e um pouco mais em seus dias
movimentar.

sábado, 29 de maio de 2010

Lembranças,Passeios e Tempo


Buzinas de carros,
Passei por você,e você me viu.
Naquele dia de ruas desertas
O seu caminho cruzou com o meu.
Distraída não se importava com nada em volta.
Teu cabelo voava,e o brilho que saía dos teus olhos
Me queimava como fogo.

Foi tudo tão rápido,questão de segundos
Você parecia descrer que me via.
Estávamos no meio da cidade
A dois passos um do outro
A caminho de um beijo,
Mas nada aconteceu.

Somente as lembranças dos nossos momentos
Cobriam o teu corpo em movimento.
Teu corpo era leve como o tempo
Que passava,passeando sem se preocupar.
Naquele dia eu vi você
E o teu olhar até hoje faísca em mim
Num mistério indecifrável e num incêndio
Que a vida jamais pode apagar.

Inteiro Pra poder Viver


É melhor um na mão do que dois voando.
E que esse um seja você mesmo.
Ninguém merece seu sacrifício,
A não ser que seja por você.
(entendeu essa?era bom que entendesses!)
Não deva nada a ninguém,
Vai ser melhor assim.

Sabe,essa situação logo logo vai passar
E no fim vai restar só você;
e espero que esteja inteiro
Para continuar a viver,
Para poder viver o que a vida te reserva.

Já dizia Flaubert*,que a morte talvez não tenha
Mais segredos a nos revelar que a vida.




*Gustave Flaubert.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Minha Base Permanece


Alma fria e escura como a minha
Só tu tens,companheiro;
E sabes do que falo.
Tudo o que saiu da tua boca eu guardei
Como o meu mais profundo segredo,
Porque eu sei do que falo.
Tudo o que pensamos ou fizemos
É só teu e meu e do passado
E o chão deste mundo não sentirá
A queda dos nossos planos.
Companheiro,sabes do que falo.
Minha palavra não foi em vão
Nem o que vivemos.

Duas almas frias e escuras,
Dane-se o resto do mundo
Temos os nossos próprios planos
Tudo nosso cravou-de em mim
Tudo meu em ti foi cravado,
E assim vamos.

Lembra que pensavas nisso tudo como
Parte do passado?Juntos o façamos.
O maior de tudo me deste,não foi
Amor,não foram ilusões que passam.
Libertaste-me de um mundo conhecido,
E beleza maior que essa,riqueza igual
Estou certa de que não há.
Forjamos nossas próprias armas.

Suicidal Tendencies


Sabemos,Vida,tu e eu,o que somos:
Unicamente inimigas desde sempre.
Indiscutível é o fato de que vou-me
Como uma pena,branca e leve;pois
Inimigas somos,tu e eu,Vida.
Desde sempre,tu e eu:culpadas.
Então,por isso,bebamos!
Gloriosa noite em que brilha a lua
Inimigas somos da noite,a Vida e eu.
Repito ainda,culpadas tu e eu:não nos damos.
Ligeiras e raivosas passamos:a Vida e eu.

Mas por quê?,pensas tu
E eu digo-te porque é;
e para as coisas que são não há remédio.
Ou melhor,porque nunca fui e,
Para as coisas irremediáveis
basta o seu próprio poison.
Ei você,não sabias que rio da vida?
Ela sempre à mim tanto fez ser ou não.
Se eu quisesse lutar,eu lutaria;mas não.
Sou desprendida dessa vida compulsiva e inútil.

Dos vícios da Terra eu quero o vinho,a boemia,
O fumo e o poetar;e talvez amar verdadeiramente
a uma pessoa,e basta.
Mas o amor boêmio é belo,ia dizer e quase esqueço.
Enfada-me o muito estudar,comprar,trabalhar,fofocar,
Tudo o que é social enfada-me.Prefiro estar só.
Desprender-me.A vida e eu nos sabemos inimigas.

Mas ela deu-me um presente,
Inimiga por vezes amiga leal
Sabia que escrever dava-me alegria.
Ainda que mal me perguntes:
Não é falsa essa vida?Amigo,eu não
Trocaria minha necessidade de escrever por nada!
Rio dessa vida,amigo,não o sabes?Pois
Onde está o teu chão e o teu céu de anjinhos,
Preces e bençaozinhas,dinheiro e luxozinhos,
Intimidades com a burguesia,
Caretas e máscaras de pessoa social,
Aí é onde eu vejo ilusão maior que a minha.

Baleias


Baleias enleiam-se na mente,
Esporadicamente num medicamento,
Num constrangimento
Numa ponta de cigarro,num trago
Ou gole de vinho tinto.

Baleias enleiam-se nas minhas meias
Raríssimas baleias brancas
Com pintinhas azuis,
Mergullhando na saliva das bocas abertas.

E eu boquiaberta observando as jubarte.
Baleias sem véu,sem nexo,sem contexto,
Sem reflexo,enleiam-se no universo desordenado
Dentro da minha taça de champanha,
Espichando bebida em minha língua.
Baleias,
Baleias na bebida.

quinta-feira, 27 de maio de 2010


http://sites.google.com/site/nyxaterceiraface/

Capitu's Eyes

Paint your eyes and see how to light
Paint your eyes and let forth the joy in their color
Paints and enchants pretending not to notice,
Bewitch your secret love, and love.

With your eyes all you can
For your eyes have power.
Enchant whom you wish well
And once again enchants;
For who falls in love once
How not to love again?

Preens with your eyes
The purity of your soul
And the couple of spells that she has;
For although not Capitu
You have deep eyes and wild,
Large eyes with a hangover
When there are storms at sea.


http://translate.google.com.br

domingo, 23 de maio de 2010

EU>POISON GIRL>POISON NYX





sexta-feira, 21 de maio de 2010

Olhos de Capitu


Pinta teus olhos e verás como se acendem
Pinta teus olhos e deixa brotar a alegria na cor deles
Pinta e enfeitiça fingindo não notar,
Enfeitiça teu amor secreto e ame.

Com teus olhos tudo podes
Pois teus olhos têm poder.
Encanta a quem queres bem
E uma vez mais encanta;
Pois quem se apaixona uma vez
Como não amará outra vez?

Envaidece com teus olhos
A pureza de tua alma
E os feitiços de jovem que ela possui;
Pois mesmo não sendo Capitu
Tens olhos profundos e bravios,
Grandes olhos de ressaca
De quando há tempestade no mar.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Morte e Vida,Severina!


Sou de morte,Severina,sou de vida
Vida seca,Severina,seca vida
Diante desses crimes,dessa lida
A água é turva,severina e sem vida.

Não tem peixes,Severina,na lagoa,
E que me doa mais a mão estendida,
Que pede comida,Severina,mão sem vida
Como sem vida é o córrego e a lida.

É pobreza nessa vida severina,
Vida mais que parecida com a morte,
Que é morta de fome-e que fome!
Que maltrata e afasta-nos da lida.

Vida e morte,Severina,num só corpo
E num só bando que trabalha e amofina
A caçar comida,seja morta,seja podre,
Porém que nos dê um dia a mais de sina.

E nessa sina,Severina,que é triste
Dos retirantes e dos que vão no pau-de-arara,
É que se vão os sonhos da gente humilde,
É que se pisa no chão sem deixar marcas.

Falando,Talvez,de Amor e de Carros


Ferramentas espalhadas pelo chão
Garfos e facas,pincéis,fios de cobre.
Delineador e oléo diesel,
Beijos e carícias,cintos e batom.
A velha carteira de motorista
Foto apagada,provocações e flores,
Deuses vikings...-sacrifícios humanos não!

Somente um quadro que ficou,
Meteoros ou lâmpadas acesas.
Os beijos que já não eram tão reais
Agora simplesmente desapareceram.
Proibição de amar,
Que se exploda o tempo em que você não está.

Vamos ao supermercado novamente
As prateleiras estão todas vazias,
É estranho a gente sempre se entender
Cumprimos bem os disfarces que nos demos.
Será que a vida ainda não te ensinou
Que sendo independente a gente se defende
bem melhor?
Era divertido,não era,arranjar confusão?
Falar de carros é sempre melhor do que falar de amor:
Se não está bom,é só consertar;
Aperta o freio,regula,pisa fundo no acelerador.

Os Oito Anos de Uma Menina de Rua


Oh,saudades não tenho
Do amanhecer do meu viver,
Da minha infância perdida
Daqueles anos sem paz!
Sem amor,sem sonhos sem flores,
Naquelas tardes fatigantes
Onde pediam esmola os infantes
Debaixo dos laranjais!

Como são ruins os dias
Sem a tal da independência,
Tendo que usar de eloquência
Para arranjar um florim.
O mar poluído foi a bela vista
O céu foi um teto estrelado
O mundo um devaneio dourado
A vida um suspiro de horror!

Que auroras?Que sombra de vida!
Os tiros eram a melodia
naquela favela que um dia
Eu vi um ingênuo assaltar!
O céu bordado d'estrelas
Viu a terra cheia de violência:
As ondas indo na sequência
Dos tiros no céu a voar.

Oh dias de minha infância
Oh se uma bala de borracha me alcança!
E doce a vida não era
Naquelas enfadonhas manhãs,
Em vez da paz de agora
Eu tinha nesses perigos
O medo daqueles bandidos
Que um dia levaram minha irmã.

Por isso fugi das montanhas
Onde quase me pegam de jeito,
Da camisa o raspão no peito,
Pés descalços,braços nus;
À roda das favelas
Fugindo das asas flecheiras
Das balas das 38.

Naqueles tempos perigosos
Ia chorar as pitangas
Afoita a roubar as mangas
Na casa do povo rico;
E na casa da dona Maria
Achava o Alceu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
Nos braços do meu amigo.

Oh saudades que tenho
Da infância dos ricos que via
Numa casa ao longe da vida
Turbulenta que tinham meus pais;
Atores,sonhos e flores
Naquelas bandas da classe média
Descendo o morro,rolando a serra,
Onde um dia mataram meus pais!

Poema de Uma Face


Quando eu nasci veio um anjo do beco
e me deu duas alternativas:viver uma
meia vida ou morrer de infecção.
Eu era pequena,não escolhia nada ainda;
e escolheram por mim que eu viveria.
-Vai ser grunge na vida!
Vai ser filósofa,vai falar inglês
Vai enfiar os pés pelas mãos!
Leva o nome de fonte de alegria
Ainda que,já lhe aviso,não o serás!

Em juventude esse mesmo anjo me apareceu
E me encontrou dormindo sobre as poesias
de Álvares de Azevedo;esse anjo me disse:
Decide agora por ti mesma,se ainda vives.
E quando eu decidi,o anjo mudou meus planos,
me ofertando a sabedoria dos malucos-beleza.
-Vai,vive tua meia vida!Saibas porém que te
será como se carregasses um fardo;mas estarás
melhor depois do meio dia e,a noite será tua.
Vai,sê Buffy na vida;passeie nos cemitérios,
durma em criptas e namore os seus vampiros.

Tua vida te será assim,
repleta de vampiros
e de santeria.
Carregarás a essas alturas um violão,
um maço de cigarros,um bule,um livro
e um diploma.Um crachá ilustre e,
a velha proibição de amar.
-Vai,rebate na vida!

Para Beijar Abra os Olhos


Já vi que não estou pronta
só para elogiar
só para aguentar desaforos
e dizer-me feliz,e não o ser.
Eu sou mais,
eu sou uma mulher
estou viva
e sou muito preciosa
para deixar-me definhar
até a morte
e a morte me ter pena.

Eu amo com todas as minhas forças
e amo ainda mais
para não deixar-me
entregar sendo infeliz apenas.
Mereço respeito
e o mesmo amor
que dou,
porque só o que me machuca
é ser desrespeitada
e isso mata mais que a dor
de saber-se só.
Sim-saber-se só;mas inteira
e viva...
e é só.
É a única certeza que eu tenho,
e é toda minha.

domingo, 16 de maio de 2010

Canção dos Virgens




Pálida à luz da lâmpada sombira
Sobre o leito de flores reclinada
Cândida ela dormia;
Seu coração nada dizia,
Mas ela amava.

Tanta música e cinema
Tantas poses num cartaz
E ela,flor ingênua
Morando num poema.

A virgem sem mácula deixara
O seio à mostra,acolhedor
E os suspiros do amante
A acompanham ao longe.

Ele aproxima-se.Não a macula.
Movem-se apenas os seios
Sendo o emblema da candura
Da pura,a ressonar.

O amante a admira
Co'a face de Ariel,
Ele a tremer,inclina-se,
E vê-la rir-se a sonhar
Co'os anjos do céu.

O Que Não Morrerá



Teu canto de morte
Guarani,eu ouvi
Singelo defronte
À tribo mendance
Daquele alto monte.

Sei que és fatigado
És forte guerreiro,
Sei que és prisioneiro
Da tribo de ignavos,
De terras traiçoeiras
Tu és forasteiro.

Sei que sofres as dores
Os frios ardores
Do render-se obrigado
Nesse cruel fardo
Que carregas em ti.
Teu ai já é fraco
Um caco arrasado
Pelo triste destino
A que foi levado.

Ergue-se então
Rude leão,
Dá-lhes o brado
Do prudente pujante.
Tu andas errante
Só por um momento
Porém,és forte e guerreiro
Nesse teu lamento.
Por isso sê firme
E pressente a vitória
Guerreiro Tupi de grande memória.

Sê rude e capaz,
Ignore tua queda
Porque esta mesma
Já não existe mais.
És precursor de guerreiros pajés
És puro Tupi,do Norte voraz
Conserva tua fé
E lute bravamente
Vinga tua gente
E a injúria que sofreste.

Não és oferenda
De tribo horrenda,
Conserva-te atroz
Contra estes imigos
Recuera os figos
Da selva que é tua.
Descendes da glória
Da luta,da força
Não morras na fossa
Do rude perder.
Volta-te e vê teu pai
Tua honra,
Tu deves à ele
Esta guerra vencer.
Luta então,
E vence,Cauê!

sábado, 15 de maio de 2010

Cauim e Cachimbos


= : Iracema em Seis Capítulos :=


Capítulo I

Tupã me diz:Ere-iobê?*
E eu digo:Pa-aiotu.*

Capítulo II

Ô Tabajaras,eu quero vossa bebida.
Eu não quero lutar,mas se tiver que lutar,
Aí vou eu.(Flechas silvam na mata.)
Pronto.Ganhei.Dá-me agora do segredo
da jurema;
Peguem seu fruto e suas folhas e preparem-me
Da bebida esverdeada,a bebida de Tupã.

Capítulo III

Ô delícia!Agora dá-me de fumar.
Dê cá esse tacape,que é pra eu ver...
E esse menino,quem é?Ah,é Moacir!
Bonitos os dois:tacape e guri.

Me prepara um moquém,
que é pra eu levar.
Sim,um moquém!

Capítulo IV

Eita jandaia pra cantar bonito!
E canta somente Iracema Iracema!
Ah é?canta Moacir também,né?Sim.
Está famoso,ouviu,menino?

Capítulo V

Mas é amarga essa bebida,hem!
Já nem vejo direito...tudo revirando;
Iso parece até com a tal Mijo de Cabra
Que uma vez bebi lá em Cabaceiras.
Estou cansado,viu?Acho que vou ali
Tirar uma pestana debaixo da Oiticica.

Capítulo VI

Ô Ceará bonito,viu,Martin!
Bonita essa Serra de Ibiapaba.
Oxi,valeu foi a pena voltar no tempo.
Obrigadinho,viu,seu José de Alencar!

Macunaíma Sossegou?


I

Capei,vem depressa,que é pra eu
repousar na rede e descansar o corpo.

II

Vei,a Sol,vem vindo...
Conta para mim,quem que tava
no mato brincando com Macunaíma?

III

Pobrezinho,agora virou constelação!
E foi por querer,não foi?
Foi morar junto de Ci,a Beta Centauro,
E dos manos icamiabas virados estrela.
Macunaíma é a Ursa Maior.

IV

A máquina livro conta os causos
que o papagaio ouviu de Macunaíma,
e que contou ao desconhecido de Lisboa.
E esse homem,amigo novo do papagaio,
não é senão o Mário,lá da rua Lopes Chaves,
de Araraquara!

V

E agora,depois de virado estrela,
Macunaíma nem desce do céu
por amor de brincar com as filhinhas
de Mani não!
E Jacaré acreditou?nem eu!
(Agora os dois estão se rindo um pro outro.)

Poema Cinético

VEJO
EJO
JO
O
O
ÃO
OÃO
JOÃO
DESCER
ESCER
ER
R
A
ES
CADA
ESCADA.

Anne Frank



A nstiften irei agora,uma Brief para você
N ão importa se não te conheci pessoalmente
N un o que importa é que te fiz presente
E ncurtando as fronteiras do tempo e da memória.

F reundin que ficará sempre na memória
R elíquia de uma vida verdadeira.
A cabei por encontrar num livro a procura de uma vida inteira.
N esses versos está uma amiga que sempre irá te schreiben
K itty,Nyx e Anne,onde não existe Auf Wiedersehen.




Anstiften=Iniciar (alemão)
Brief=carta
Nun=agora
Freundin=Amiga
schreiben=escrever
Auf Wiedersehen=adeus

Um Tiro no Poema


Resista
Resista
Viva e
Persista.

O poema insiste
na vida,mesmo entre
tiros,facadas
e mortes
de jovens
nas
ruas de
Campina.

O poema,baleado
enfim morre,
junto aos demais.

The Amazing Sunlight


Sempre tive que voar baixinho
Mesmo quando tentada a voar mais alto.
Meus sonhos nunca foram mesquinhos
Porém a realidade puxava-me para baixo.

Sempre fui um passarinho
Que aprendeu a voar mais cedo,
E apesar disso não podia voar mais alto.

Do que eu desejei para mim,
Poucas coisas alcancei,
Mas cheguei a conseguir coisas
Que eu nunca desejei.

Algumas coisas que recebi
Não as tive por muito tempo,
Talvez por causa da nuvem espessa
Que sempre nos impede de ver
O que é realmente nosso,
E só nos mostra o brilho do Sol
Que não temos.

O Passeio do Fantasma


Daqui do lado de fora eu percebo
O lado de dentro.
A superfície do fundo de cima da Terra,
De fora da casa,da vida e do tempo.

Voando sem peso e sem pesar
Sem refletir no espelho.
Nos livrando da culpa edo pecado
Vamos vivendo ao contrário.

A água não molha a sombra inerte
Que flutua rasa e fraca e torpe
Ao norte no teto e de fora
Da janela da casa.

Daqui do lado de fora eu percebo
O lado de dentro.
A superfície do fundo de cima
Da terra de fora da casa
E da vida e do tempo.

A Teia e A Veia


Teias de aranha nas veias
O tic-tac do relógio,
O tempo não refreia o
Sentimento,o pensamento
E o voar da teia.

Corre veloz o sangue e irriga
A mão antiga arqueja o braço
Ao peito.A menina da parede
Dança conforme o suspiro da senhora.
Decerto seria ela mesma
A desprender-se da foto.

O suor pranteia à noite quente
E a lua estica um sorriso
A teia rebola ao vento
E o gato mia na telha.
A velha dança e alcança
A foto da moça,ficando presa.
A moça,libertando-se,rompe a teia.

A veia na fronte da antiga pulsa,
E a nova sente repulsa.
Ambas são a mesma
E o sangue que irriga a nova
É o mesmo da antiga.
Ambas entoam a lira da vida,
A teia rompeu-se do espaço e do tempo.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

TRASH METAL BOY


Eu conheço um garoto
que mora numa comunidade
Esse garoto adora metal
E se esforça pra não perder a viagem.

Cada fim de tarde pra ele
é uma pista de skate.
E ele vai girar o mundo desse jeito,
Na matemática das rodinhas de skate
E do jeito que ele quiser.

A vida dele esconde algo de trágico:
A melancolia dos adolescentes destreinados,
Mas eu sei,ele vai vencer,
Acima de qualquer esnobe.

Nas equações e nas manobras de skate
Ele vai mostrar que tem gente que sabe o que faz
E consegue tudo na batalha.
Esse é o meu garoto,o meu grande amigo:
Trash Heavy Devil Scary Crazy
Love Metal Boy.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Manuel,Eu Também Vou!


Vou-me embora pra Pasárgada
Deitar embaixo das árvores
Ao lado do Manuel Bandeira
E de sua mulata faceira.

Vou-me embora pra Pasárgada
Caçar a tal existência aventureira
E inconsequente.Quero ser feliz por lá.
Na terra boa onde se cultiva a alegria.
Eu vou-me embora,lá eu estou segura,
O Manuel é amigo do rei e não me há
de negar nada lá.

Tem riacho pra se banhar
Tem fruta-do-conde
Tem alcalóide à vontade,
Lá se pode voar.
Vou-me embora pro campo dos persas
Vou viver liberta
Lá tem licor à vontade
Histórias de Sherazade
E sereias à cantar.

Tem silêncio quando se quer
Lá não vou pensar na morte
De sorte que terei a companhia
Que eu quiser:O Manuel é amigo
Do rei,e não me há de negar.

Em Pasárgada os cigarros
Brotam das árvores
E não se adoece se fumar.
Pigarro,catarro e cirrose
São apenas palavrões por lá.
Vou-me embora com o Manuel
Pra Pasárgada.
Lá se pode ficar.

Não há peste nem doença
Nem tumor;
Lá só há reggae,dança
E tambor.
Se enche a pança de fruta-do-conde
E melancia.
Lá tudo se planta,tudo se cria,
E tudo se divide,até as mulheres
E os príncipes que o rei dá.
Lá é Shangrillá.

Tem gente que pinta o corpo
E usa véu pra se enfeitar
Até se anda nu se quiser
Lá não há ciúmes.
Se planta obus,tem pau-brasil
E fruta-do-conde.
Vou-me embora com o Manuel
Pra Pasárgada
Onde se brinca de esconde-esconde
Feito criança,
Não há doença
E toda gente descansa debaixo das árvores
Ou em cima das camas.

Tem tribo indígena,tem rock
E canções de Chico Buarque
Tem Caetano,Chico César
E tem Lenine.
Lá a existência é uma aventura.
Aqui eu não sou feliz.

Vou-me embora contigo,amigo Manuel
Vamos à tua Pasárgada
Comer peixe com uvas e usar véu.
Lá você escolhe as mulheres
E os mancebos você pede ao rei que me dê.
Lá a gente mata a sede em águas cristalinas
E ouve histórias da mãe-d'água.
Você pede umas canas ao rei
Pra gente fazer caldo
E caju pra gente chupar.
Lá a vida é ganha.
Lá eu posso rimar.

Vamos embora pra Pasárgada
Mas na estrada,a gente passa na Rua do Curvelo,
Para abençoar tua casa,que foi nela que
Você lembrou da existência do paraíso
Que é a terra do tal autor grego.
Corre,Manuel,vamos logo pra lá.
Lá a bandeira é de paz.
Lá se pode sonhar!

Enfrentando a Matilha


Meu corpo todo era um só grito de socorro
Mas minha boca ficou muda...

Eu olhei para o lado,e me perguntava
Se não podia viver como todos os demais,
Sendo totalmente diferente.
Mas fui incompreendido e perseguido
Por uma matilha de cães ferozes
Que destrincharam meu cérebro
Em vinte e uma partes.

Assim,a sabedoria e os meus ideais foram divididos
Proporcionalmente entre todos os mortais;
E o que antes era em mim incompreendido
Passou a ser conhecido,e reconheceram
A soberania das minhas idéias.

E a matilha feroz,juntamente aos quarenta mortais,
Souberam que vale a pena entregar a vida
Por um ideal.
E assim,meu corpo jovem pode finalmente
Descansar em paz.

Crer no Nada Crer


Sentindo a própria vida
E o ar nos meus pulmões
De repente não há nada a preencher aqui,
Talvez eu possa viver uns mil anos assim,
Só acreditando em mim.


Eu só vejo personagens ao meu redor
Eles nunca se mostram como são.
Eu tenho minhas teses e alguns teoremas
E minhas observações para confirmar o que
eu digo:que ninguém é o que é enquanto é,
Ninguém é o que é enquanto finge.

E a mentira acaba se tornando verdade
Pois não dá pra ver a diferença.
Mas uma coisa eu sei,
Acreditar em nada é a solução.
Não acreditar em nada pode ser a solução
Crer somente no nada crer.

Falando da Vida





Depois que aprendi a escrever
Nunca mais senti-me sozinha,
É fácil brincar com as palavras.
Tudo na vida é melhor quando
Não se faz doer tanto,
A dor não é a gente que provoca,
Mas é a gente que faz ela durar.

Eu não brinco com ninguém,
É a vida que brinca comigo
E brinca com quem está junto de mim.
E quando eu a olho séria,
Lhe pedindo respostas,
A vida me olha mais séria ainda.

Então eu vejo que não me falta nada,
E não falta a vida dizer-me nada
Além do que já disse pela minha própria boca,
Saindo direto num papo reto com o meu coração.

domingo, 9 de maio de 2010

THANK YOU!!!






AGRADEÇO OS COMENTARIOS E AS VISITAS DE TODOS VOCÊS!
FICO MUITO FELIZ COM A VISITA DE VOCES.
BEIJOS A TODOS
VISITEM SEMPRE!
xD

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tô Presa




A vida é tao boa!
Se tem tantos lugares para passear
sair respirar refletir
andar e pensar os problemas
resolvê-los,
enquando passa pelas ruas do centro
da cidade natal.
Mas já não se pode sair só pelas ruas,
a violência assombra até a liberdade
de ir e vir.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Medo da Noite


Passo horas na noite
com medo da noite
e encarando anoite.

Passo horas acordada
Com medo da noite,
no claro da lâmpada,
fugindo em plena noite
Do escuro da noite.

Tenho medo da noite
Então fujo da noite
Durante a noite acordada.

E de dia anoiteço
Sozinha a em paz,
Na minha cama
Longe mais uma vez,
Da próxima noite.

Rebelde Fazendo História


Eu vim aqui para fazer uma história nova
E giro no meu quarto,
Pegada atrás de pegada,enquanto escrevo.
Agora sei para que nasci,
Fiz um sentido para minha vida.

Não arrependo-me de nada,
Quero fazer o que gosto-escrever,
Enquanto faço o que não quero-viver.

Um beijo pra família,
Um escarro pro passado,
E um brinde à vida!
Não deixemos nunca de ser contraditórios.

Será?


Será que esse pensamento
Vai no vento,esse pensamento?
Ou é só momento,e se for momento,
Será passageiro esse sentimento?

Será que essa canção
Vai ser lamento,e só lamento?
Será que esse querer vai ser tormento?
Eu não aguento!

Será que o vento já levou
O pensamento;foi no vento?
Será que ele chega ao teu ouvido
Nesse momento?

E será esse o dia do altar,
E de um belo cantar
De um casamento?
Ou será estupidez,
Será engano,e só engano?

Arranca então esse sentimento do meu coração
E não renascerá!
...Será?

É Ela!É Ela!É Ela!É Ela!


É a minha amada,eu a vejo,
Entre as cortinas como neblina,
O seu corpo róseo faísca
Entre as luzes do seu leito.

Eu a contemplo,eu a quero,
Mais e mais eu a desejo;
És tão bela na cortina
Da janela,à meia luz.

Meu peito suspira
Mesmo sem ver a cara dela,
Hoje não passa nem ronca,
-é cinderela!

Quero vê-la mais de perto;
Aproximo-me da janela,
Espanto!É ela!é ela!é ela?
-errei,era seu pai!

FERA SOTURNA DAS CANÇÕES


A vida é muito injusta
Estou catando palavras para escrever
Enquanto choro,choro e choro sem parar.
Disseram-me que o mundo iria acabar
E eu quis,eu quis acreditar.

Eu quase creio nas suas promessas
Quase perco-me em pedidos vãos
Ao acreditar no que era falso.
Tudo aqui é um teatro de marionetes,
E eu me recuso a ser mais um boneco
No seu palco.

Esse é o meu cinismo defensivo,
trauteando uma música
Vestida de farrapos armafanhados.
Não me engano mais com nada,
Esse teu amor é uma mentira.
Não tenho amigos nem confidentes.
Eu tenho ouvintes perplexos,
Eu tenho raspas da tua pena,e restos.

Repleta de acusações,infundadas ou não,
Eu quero este chão,inundado com o torpor,
Sendo lavado com as verdades encobertas
Que escondestes de todos para que nos enganasse.
Essa é a minha vontade,-e que seja feita-,
E que eu seja liberta dessa excruciante dor.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Recanto Das Letras


Todo o conteudo desse blog e outras publicações minhas num site superlegal!



http://recantodasletras.uol.com.br/autores/nyxrebelde


Visitem e Confiram! xD

sábado, 1 de maio de 2010

Tired


Depois de te amar
vou me desiludir,
vou querer desistir
do que sabia amor.

Depois de te amar
vou me recolher
pra tentar voltar pra reconhecer
que esse amor já não era,
antes de nascer.

Depois de te amar
eu vou catar as roupas espalhadas pelo chão,
pentear o cabelo de frente pro espelho
e vou me recolher,

pra que eu fique à sós comigo,
e ninguém mais venha me tirar a paz
que nem você,com seu amor,me deu.

Homenagem:Álvares de Azevedo

Homenagem:Álvares de Azevedo

Homenagem:Anne Frank

Homenagem:Anne Frank

Homenagem:Cazuza

Twilight

New Moon

Eclipse

Breaking DowN